Cesar Barreto

Cesar Barreto é especialista em fotografias do Rio de Janeiro em preto e branco. No ano 2000, fez a exposição “Rio Pictoresco” no Museu de Belas Artes do Rio. Em 2013, o projeto virou livro, com o mesmo título, lançado pela Editora Casa da Palavra.

Conhecido como o “Ansel Adams Carioca” pela qualidade de suas imagens, que exploram as minúcias da luz e das sombras, lembrando as fotos do grande paisagista americano. Apesar das comparações com o mestre das paisagens, Cesar prefere buscar inspiração em Marc Ferrez, famoso fotógrafo que registrou as paisagens cariocas na virada do século XIX.

Para ser o mais fiel possível ao estilo de Ferrez, Cesar utiliza na série “Rio Pictoresco” apenas câmeras analógicas de grande formato 4″x5″ e 5″x7″. Algumas delas feitas de madeira, tanto de última geração, quanto antigas, como a clássica Kodak 2D de 1932. E para panorâmicas, usa camera 6×17 com filme 120. Essas câmeras possuem negativos maiores, capazes de fazer registros mais amplos e preservar detalhes, texturas e nuances de tons.

A maioria das suas fotos não tem a presença humana, e quando tem, são longínquas silhuetas. Cesar leva poucas chapas e costuma passar horas esperando o momento exato de fotografar. Desde que iniciou sua carreira, ele sempre fez questão de executar todas etapas do processo, desde a realização das fotografias, revelação dos filmes, ampliação das imagens e agora, na era digital, também o tratamento no computador.

Cesar foi contratado pela Prefeitura do Rio para registrar as mudança na cidade, antes e depois da Copa e Olímpiadas. Dessa vez, se inspirou em Augusto Malta, outro famoso fotógrafo que registrou o Rio antigo a serviço da prefeitura. Suas obras fazem parte do acervo de importantes museus, como MAR – Museu de Arte do Rio e Museu da Fotografia de Curitiba. E também integram conceituadas coleções de arte, como Masp/Pirelli, Biblioteca Nacional e Firjan.

Cesar Barreto is specialized in black and white photographs of Rio de Janeiro. In 2000, he made the exhibition “Rio Pictoresco” at the Museu de Belas Artes in Rio. In 2013, the project became a book, with the same title, published by Casa da Palavra.

Known as the “Ansel Adams Carioca” for the quality of his images, that explores the details of light and shadows, reminding the photos of the great American landscape artist. Despite comparisons with the landscape master, Cesar prefers to seek inspiration from Marc Ferrez, a famous photographer who registered the landscapes of Rio de Janeiro at the turn of the 19th century.

To be as faithful as possible to Ferrez’s style, Cesar uses, at the “Rio Pictoresco” series, only 4″x5″ and 5″x7″ large format analog cameras. Some of them made of wood, both modern and old, like the classic Kodak 2D from 1932. And for panoramic images, he uses a 6×17 camera with 120 film. These cameras have larger negatives, able to make wide records, preserving details, textures and nuances of tones.

Most of his photos do not have the human presence, and when they have, they are distant silhouettes. Cesar takes few plates and usually spends hours waiting for the exact moment to photograph. Since he began his career, he has always made a point of executing all stages of the process, from the making of photographs, developing the films, printing the images and now, in the digital age, also the edition in the computer.

Cesar was hired by the Rio City Hall to register the changes in the city, before and after the World Cup and Olympics Games. This time he was inspired by Augusto Malta, another famous photographer that registered the old Rio for the city Hall. His work is part of important collections, such as MAR – Rio’s Art Museum, Photography Museum of Curitiba, Masp/Pirelli, Biblioteca Nacional and Firjan.